Doença Psicossomática

CAUSAS E SINTOMAS LATENTES


Nota Prévia: Denomino por “Doença Psicossomática” aquela cuja origem é inconsciente, quer dizer, própria de zonas particulares da mente/psique, e que se manifesta através do Corpo. O termo Latente traduz não-aparente, não-consciente, oculto.

 

NA CRIANÇA


“DETONADORES” PRECOCES QUE PODEM PERMANECER AO LONGO DA VIDA

Não permitir à criança que participe nas escolhas que lhe dizem respeito, a si e ao seu “grupo familiar” de pertença, mas em vez disso criticá-la/ridicularizá-la por pensar de forma diferente/não alinhada, ou tomar opções divergentes das determinações do adulto “alfa”, são atitudes que podem funcionar como “detonadores” de REPRESSÃO DE EMOÇÕES, MEDOS E FOBIAS, INIBIÇÃO DA CRIATIVIDADE PESSOAL E DA AUTOCONFIANÇA… EM SI E NOS OUTROS.

A CRIANÇA que sente que a sua natureza criativa é reprimida por aqueles em quem mais acredita e a quem mais cabe o DEVER DE PROTEGÊ-LA, começa por desprogramar o seu “projecto humano”.

A inaptidão da criança para comunicar-se através da auto-expressão criativa e revelar sentimentos contraditórios como raiva e amor, tristeza e alegria, ocasiona a repressão emocional -> bloqueio energético que, tarde ou cedo, se converte em “padrões disfuncionais” destrutivos, inibidores de convivência saudável.

Relacionamentos de tipo não-inclusivo, vínculos afectivos fracos e a equiparação da criança a um adulto em “ponto pequeno”, dificultam o crescimento pessoal harmonioso / saudável.

Logo, demonstrações, sinceras, de atenção e amor – escuta activa, contacto físico e diálogo – ajudam a criança a sentir-se incluída, protegida, segura, amada e, a autoconfiança e a estabilidade emocional saem reforçadas.

Se o ambiente familiar não for hostil à criança, ela sente-se apoiada, integrada e apta para lidar, adequadamente, com as questões triviais do seu quotidiano. Se o desenvolvimento da criança acontecer de forma equilibrada, ela não mostrará, seguramente, propensão para hiperactividade, dislexia e falta de concentração, tiques nervosos, otites, osteoporose da anca, perturbações da visão, “desmaios” recorrentes …

 

NO ADOLESCENTE


IRRUPÇÃO DA AGRESSIVIDADE

A adolescência é uma fase crítica do desenvolvimento pessoal, particularmente marcada pela conflitualidade e dificuldade de autoafirmação, que ocorrem em função das exigências de conquista da autonomia e incapacidade para perceber contradições inesperadas e as diferenças entre fantasia e realidade, quer dizer, entre idealização / “sonho” e concretização do “Projecto de Vida”.

Acresce, ainda, a questão relacionada com a rejeição de semelhanças (com a compleição) físicas com os progenitores.
A falta de diálogo construtivo e a própria constatação de inexperiência no que concerne à resolução de assuntos do dia-a-dia, e não concretização de “sonhos” de afirmação, adensam um tipo de conflitualidade que, não raro, conflui para “crises existenciais” e de “autoridade”, para o disparate e o sentimento de uma frouxa autoafirmação, tudo ingredientes emocionais que podem fazer derivas para patologia tão variada como bulimia e anorexia nervosa, transtorno obsessivo – compulsivo, síndromes de abandono, vertiginoso e de dependências de álcool, drogas e internet.

 

NO ADULTO


“LIGAÇÕES” DISFUNCIONAIS/INFLUXO DO CONFLITO EMOCIONAL LATENTE

Um indivíduo reprimido (homem ou mulher) pode desenvolver-se, naturalmente, até ao estado adulto… TODAVIA, SE desde pequeno, e de forma continuada, tem de compensar medos e fobias, inibir a espontaneidade/auto-expressão (e a própria agressividade),na fase adulta acaba por “pensar” que é um acto normal exigir, do seu par, que tenha –ou desenvolva– dons de “adivinhação” para poder “ler-lhe a mente”, “adivinhar-lhe pensamentos”, interesses e…desejos íntimos que –em consequência da infância e adolescência mal vividas– não sente necessidade de verbalizar.

O padrão comportamental é típico de experiências prévias/passadas, estigmatizadas por um vínculo afectivo não apropriado que pode acarretar repressão ou rejeição das próprias emoções.É a forma “racional” que a mente encontra para compensar medos racionais e irracionais, angústia, sentimentos de insegurança e de culpa, emoções reprimidas.
A este respeito, a investigação é esclarecedora:
A origem de uma doença é descoberta nos domínios ocultos da mente, indiferentemente de essa doença ter sido desencadeada por vírus, bactérias, genética, acidentes, ou outras causas.

 

MENTE ABERTA … PREVENÇÃO E CURA DA DOENÇA


É forçoso diferenciar manifestações do corpo físico e aspectos subtis da Vida, em que, não sendo estes facilmente mensuráveis – nem explicáveis – são a origem das doenças.

Em Portugal a propensão é para não explicar, mas rotular de místico, o que a Ciência classifica e arquiva em “fenomenologia” e “anomalia”. Livra-se, ou pensa que se livra, do escrutínio de novas correntes que defendem que respostas definitivas não existem…nem existirão…por causa das zonas de mistério.

Manter a mente aberta – com expectação moderada – ajuda à tomada de (uma nova) consciência, quanto a novas possibilidades… de outras e diferentes “lógicas” e “formas de Vida” que ultrapassam as limitações do Conhecimento Humano…porque os 5 sentidos não conseguem apreender.

O séc. xxi começa a facilitar abertura e humildade científica quanto à percepção de epifenómenos da vida. A curiosidade científica está a tomar o lugar de verdades / certezas que são reequacionadas. Quer dizer, zonas de espectro (ocultas e misteriosas) da vida, começam a ser destoldadas para contentar a curiosidade e deixar-nos a sensação ambígua de incómodo e satisfação porque, se conclui que quanto mais se descobre, mais se toma consciência da infinitude do universo.

Para mim, é uma sensação fabulosa perceber que as zonas de Mistério/Oculto estão na essência na nossa “Natureza”, e que são indispensáveis ao equilíbrio sistémico e à sobrevivência… da espécie humana. Portanto, a Abertura mental é uma postura intelectual indispensável à reflexão lúcida sobre o nosso “potencial oculto” e a nossa condição Cósmica, nomeadamente se… “ estamos orgulhosamente sós” ou se partilhamos tamanha imensidão com outras formas (colonialistas!?) de inteligência e Vida… que cuidam dos seus afazeres “diários” em “lugares” paralelos mas isentos de massa, espaço, tempo, oxigénio. Num Universo vastíssimo, complexo e desconhecido (que pode não ser único)… é sensato considerar outras probabilidades e circunstâncias que se encadeiam e expandem em campos que excedem a norma da nossa normalização (redundância intencional).

 

AUTOAJUDA … PODER DA MENTE EM FAVOR DE ESTABILIDADE EMOCIONAL


Todos os fenómenos visíveis e invisíveis têm natureza energética e envolvem-nos, quer dizer, são exteriores a dimensões como massa e volume, tempo e espaço, mas…apesar de invisíveis… interagem connosco e regulam-nos.

A terapêutica Criativa Transpessoal usa instrumentos visíveis e manobráveis (radiestesia e cromoterapia, p. ex.) e “psicotecnologias” que, não sendo tangíveis, emanam potencial energético excepcional e suficiente para sensibilizar e tornar permeável ao mundo invisível, o sistema físico – celular / Corpo.

Psicotecnologias constam, genericamente, de cuidados terapêuticos de natureza subtil / espiritual cujo propósito específico é a reciclagem e a conversão de energias vibratórias pesadas / “negativas” em “positivas” / Criativas, influenciando e restabelecendo o equilíbrio original entre Espírito, Mente e (funções vitais do) Corpo.

A cura, autêntica, vai-se verificando na proporção directa da eliminação das causas (energéticas) primordiais de uma doença. Actua segundo um processo criativo de transmutação energética (mente e emoções) que evolui até à manifestação físico – celular.

Não será a doença que é tratada, mas a pessoa que dela padece. É ajudada a ajudar-se acreditando / crendo no seu potencial oculto e criativo de cura.

 

“MORTE” DO PRECONCEITO REGRESSO À HARMONIA ORIGINAL


Penso em dois tipos de preconceito:
1) PRECONCEITO PESSOAL – adopção de uma noção alheia encasquetada por terceiros na mente de um indivíduo, antes de, este, ter formado uma opinião própria;
2) PRECONCEITO SOCIAL – baseado no julgamento prévio, valoriza factores como aparência, tipo de carro e moradia, cor e raça, género e…situação económico-financeira.

O preconceito é pai e mãe das limitações que nos coarctam a liberdade pessoal.

Família e Escola são consideradas as instituições que mais favorecem o preconceito. Constam como as maiores fontes de perda da paz interior (Weil, 1990).

Perda da paz interior, afinal, antecâmara de doença.

A “morte” do preconceito emancipa e poderá, por isso, revelar-se a “Grande Cruzada” do sec. XXI. A “morte” do preconceito abre ao Espírito, conduz à reflexão e à tolerância, aguça a curiosidade, estimula a busca e o Progresso/Evolução.

E, o motor da evolução / progresso / emancipação é a cooperação… não a competição.
Da cooperação imprevisível (!?) entre agentes desconhecidos / ocultos pode estar a nascer um trilho auspicioso em que novidade, imprevisibilidade, incomodidade, criatividade e espiritualidade terão de entreajudar-se / complementar-se. A morte do que é velho é uma inevitabilidade da cíclica e inteligente natureza para dar lugar ao novo. A velha “crença científica” (o paradoxo é intencional) começa a enterrar a sua fase reducionista (Tendência científica para esclarecer qualquer processo com as mesmas explicações) e de negação do que não consegue controlar, nem explicar…as zonas enigmáticas da vida, por exemplo. A emergência da “ciência do novo paradigma” está a colaborar na reabilitação do edifício convencional deitando por terra as velhas certezas enquanto instaura a marca distintiva: interrogação (metódica) permanente.

Sabemos, de forma inconsciente na maioria das vezes, que podemos e devemos evoluir espiritualmente, levar a nossa sabedoria além das limitações, através de meditação e experienciação de emoções de carácter “muito subjectivo”. Na realidade, sentimos necessidade de aprender no além teoria, podendo, assim, conhecer mais, através de emoções até então desconhecidas, que irão permanecer. Isto, é um símbolo da nossa extensão para além do físico e dos 5 sentidos. Tudo se completa no seu oposto e complementar: conhecimento científico e sabedoria / filosofia espiritual, práticas médicas e artes de cura.

E… tudo se transforma.

 

EMANCIPAÇÃO / PRÉMIO DE SUPERAÇÃO DAS “LIMITAÇÕES”


Escreveu o “Lusíada”:

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, muda-se o ser, muda-se a confiança, todo o mundo é composto de mudança, tomando sempre novas realidades.

POIS!
Coisa que não é só para recitar e analisar gramaticalmente. Heráclito de Éfeso (pensador Grego, 535 a.C.) proferia, bem antes, que tudo repousa na mudança.
Albert Einstein:

Matéria e energia são dois estados diferentes de uma mesma Substância Quântica Universal.

O conhecimento científico começava, então, a dar sinais de emancipação / abertura de espírito ao convergir com a sabedoria ancestral: tudo tem origem na mesma fonte. O modo como a ciência respondeu às questões do passado era o adequado a uma dada realidade.

Assim, hoje, distinguir matéria e energia não faz sentido e, no que concerne à “ciência médica”, percebe-se alguma emancipação intelectual, pois começa a acolher, ainda que de forma titubeante, a ideia de que a cura não acontece porque o corpo está livre de dor ou de qualquer disfunção. À luz das novas descobertas – da evolução científica e tecnológica – a asserção é insuficiente, não completa, não-verdadeira, reducionista.

A concepção unidimensional de pessoa é reducionista e opera como BLOQUEIO do fluxo das energias que favorecem / facilitam a cooperação e aceitação de terapêuticas de cariz multidimensional / transpessoal / holístico.

A cura genuína é duradoura porque aborda a patologia sob uma perspectiva holística / transpessoal que restaura o equilíbrio primordial entre espírito, mente e corpo.

O alinhamento da nova sucessão de eventos parece sugerir uma nova tomada de consciência, um entendimento mais inteiro / completo, mas desconcertante, na medida em que exige uma nova aprendizagem quanto a formas ajustadas a novas realidades que vêm autenticar a emancipação intelectual / liberdade pessoal.

Acabaremos por emancipar-nos / libertar-nos quando percebermos que, as limitações, apesar de artificialmente geradas, desempenham um papel importante nas nossas Vidas: acreditamos nelas, submetemo-nos a elas, auto encarceramo-nos / BLOQUEAMO-NOS nelas.

O prémio é a libertação… da doença psicossomática emergente dos Bloqueios Energéticos e da complexidade das nossas reacções espirituais, psicológicas e somáticas à tensão emocional acumulada… porque recusamos a emancipação / prémio de superação das nossas “limitações” adquiridas… Fonte de desarmonia emocional e disfunções do Corpo.