Parapsicologia Clínica

PREÂMBULO


A Humanidade tem revelado, desde sempre, curiosidade pelas “anomalias” características dos fenómenos ocultos e misteriosos, da “espiritualidade”, por tudo o que escapa à classificação científica. Graças ao novo Conhecimento, que agrega ciência e espiritualidade, a probabilidade de reaproximação entre o corpóreo e o divino, é considerável.

A “novidade” tem propiciado, historicamente, o aproveitamento de gente fanática, desesperada e oportunista, particularmente os autointitulados místicos e espiritualistas que são, afinal, criaturas emocionalmente desequilibradas.

Por isso, é preciso estar atento e “separar o trigo do joio”. Os “dons sobrenaturais” de cura não são habilidade de feira. O que aqui apresento não é Parapsicologia folclórica, mas Psicologia Metafísica, estudo de fenómenos comprovados pelo método experimental. Não são a Ciência, nem na Religião, tal como as conhecemos, que têm as respostas certas para os “nossos” anseios. O poder da CRENÇA (criativa, ou destrutiva), produz transformações de vulto na biologia humana, um feito excepcional que é objecto de investigação científica. Os avanços da ciência permitem acolher novas realidades, em função da respeitabilidade que indivíduos credenciados nas áreas da saúde e do comportamento humano – não-alinhados com a ortodoxia – têm dedicado à investigação da Parapsicologia, outorgando-lhe um enquadramento científico irrepreensível. Desta forma, evita-se que o conhecimento fidedigno da Parapsicologia seja usurpado por “profissionais do charlatanismo” (Costa & Razente, 2011).

O “ramo” clínico da Parapsicologia tem como objectivo específico a cura, segundo um processo cujo ponto de partida é a interpretação da experiência humana a partir das interacções do físico com o emocional e o espiritual.

A Parapsicologia Clínica não é subserviente a padrões predeterminados e transcende a regra, mas, é reconhecida como disciplina científica que articula e compara os trabalhos de “laboratório” e de “campo”.
Os MISTÉRIOS da Consciência humana são cientificamente investigados (enquadrados na dimensão espiritual do Homem), desde o início do século XX. De 1911, até aos nossos dias, a pioneira Universidade de Stanford – EUA, desenvolve programas e experiências controladas sobre as “forças inconscientes e anómalas da psique humana”… em colaboração com a CIA. Universidades russas procedem, identicamente, com o KGB.
A Parapsicologia é leccionada e investigada em mais de 130 instituições universitárias do planeta, que atribuem graus de qualificação superior – Licenciaturas, Mestrados e Doutoramentos. Dessas instituições universitárias, 47 são norte-americanas, 10 do leste europeu e, as restantes, localizam-se nas plataformas Sul-americana e da Europa ocidental.
Em Portugal, os estudos desenvolvidos no CTEC – Centro Transdisciplinar de Estudos da Consciência – Universidade Fernando Pessoa – são relevantes.
A Fundação BIAL
(sob patrocínio da Presidência da República e o assento do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas), concede, anualmente, desde 1994, Bolsas de Estudo em Psicofisiologia e Parapsicologia a investigadores e universidades de todo o mundo.
A Associação Luso-Brasileira de Psicologia Transpessoal (ALUBRAT) promove cursos e investigação em Parapsicologia e Psicologia Transpessoal.

A Parapsicologia investiga fenómenos de sobrevivência à morte física e da reencarnação, desde 1960.

O professor Ian Stevenson (1918 – 2007) – então director do serviço de Psiquiatria da Universidade da Virgínia – EUA, em “Twenty Cases of Suggestive Reincarnation”, relata experiências e dá prova científica de crianças cujas memórias de supostas Vidas passadas não foram apagadas. É oportuno lembrar que, enquanto crianças, estamos naturalmente ligados à “Fonte”, utilizamos dons extra-sensoriais que nos permitem perceber a “verdade” do mundo que nos rodeia. Essa distinta sensibilidade – da criança – leva a (reacções de) interiorização da culpa, a conflitos emocionais e um sofrimento que fica registado na memória celular. As experiências da infância – e da adolescência – determinam tipos psicológicos característicos. É errado entender a criança como um adulto em ponto pequeno, pois trata-se de um mundo excepcional onde criatividade superior e espontaneidade dominam.

David Fontana (1934 – 2010), Investigador de Psicologia Transpessoal, Professor da Universidade de Cardiff – UK (Igualmente, Professor Convidado das Universidades do Minho e do Algarve; Observador da Society for Psichycal Research no – extraordinário – “The Scole Experiment”), afirmou (in, Does Mind Survive Physical Death? 2002, Simpósio da Fundação BIAL):

“…Enquanto psicólogo nunca me interessaram quaisquer capacidades humanas que só são comprovadas em laboratório. Durante as minhas observações encontrei-me com distintos investigadores da Europa, Ásia e Américas que me confirmaram que a gente comum tem histórias extraordinárias do Paranormal para contar, muitas das quais emolduradas pela verdade (…). É interessante notar que as pessoas com histórias extraordinárias para revelar provêm de todos os extractos socioeconómicos, pelo que, a ideia de que as experiências com o Paranormal só são reveladas por gente de baixa condição sociocultural está muito longe da realidade”

É considerável o número de cientistas que limitam as suas actividades às regras estritas do laboratório, não considerando que os resultados obtidos noutros lugares, e em situações improváveis, devem ser objecto de atenção. Se, condições objectivas exigirem diferenciação de critérios, ou reunião de métodos, isso pode constituir um factor unificador relevante para a investigação.

“Não me vou comprometer com a estupidez em voga de considerar tudo o que não posso explicar, como uma fraude”

Carl Jung.

Na realidade, a natureza complexa da Parapsicologia torna-a uma área delicada de estudo, pois tanto pode fascinar e intrigar como deixar perplexa bastante gente. Começa, contudo, a fazer-se alguma luz (coerente), sobre os fenómenos das interacções humana com o supranormal. Os resultados, extraordinários, estão a contribuir para a aceitação de um paradigma novo, para um padrão mental criativo e libertador, indicador de PROGRESSO.

Um departamento da conhecida multinacional nipónica, “Sony”, chegou a anunciar a conclusão de um projecto de investigação científica (sob liderança do Doutor Yochiro Sako), que confirmava a existência de fenómenos desconhecidos da Consciência. Estranhamente, o projecto da “Sony” não foi por diante…(!?)… por não ter aplicação comercial, leia-se, por não dar lucro. A comunidade científica não se insurgiu. Acomodou-se, calou-se (quiçá para não macular a competência do ilustre investigador). O que fez a comunicação especializada!? Aderiu ao “cinismo científico”. PORQUE … O que Ciência e Informação consomem não é ditado pelas exigências do PROGRESSO da HUMANIDADE

… mas, pelas “verdades” que o vil metal dita.

(O prefixo “PARA…” significa além de, para lá de, acima de…). Parapsicologia Clínica é a disciplina que estuda os fenómenos que, estando para além da experiência humana, parecem assimilar a interacção / troca de informação usualmente não explicável segundo os padrões conhecidos de tempo, espaço e energias. PSICOLOGIA CLÁSSICA e PARAPSICOLOGIA divergem neste aspecto, porque enquanto a Psicologia tenta explicar os fenómenos observáveis colocando a ênfase de uma disfunção psicossomática nos aspectos físico e emocional do indivíduo, a Parapsicologia – e a Psicologia Transpessoal – analisa e verifica factos aparentemente inexplicáveis originados na memória celular do indivíduo e exteriorizados pelo subconsciente. A PARAPSICOLOGIA interpreta a experiência humana sob uma perspectiva (holística) de interacção criativa entre diferentes campos de energia (mental, emocional, psicológico e espiritual). Os procedimentos estabelecidos entre um terapeuta-médium e o seu interlocutor / paciente favorecem resultados “improváveis” e ímpares. Conquanto ortodoxos e puristas recusam reconhecer a influência da dimensão espiritual do indivíduo nos processos de erradicação da doença, os benefícios da Parapsicologia Clínica para a remissão de uma doença e manutenção da saúde enriquecem o universo terapêutico.

O termo “Parapsicologia” é utilizado, desde 1889, com o propósito de elevar a investigação dos fenómenos extraordinários e anómalos da Consciência à categoria de saber científico… sem conotações espíritas e ocultistas. Só na década de 1930, o Professor J. B. Rhine desenvolveu, pela primeira vez, uma metodologia para testar, laboratorialmente, as “experiências de campo”. A prioridade dada aos resultados de laboratório, em prejuízo da observação não-controlada, determinou que a fiabilidade dos resultados fosse questionada. Pessoalmente, não creio que o setting (Contexto em que o indivíduo deve sentir-se seguro e onde coisas estranhas podem acontecer.) asceta de um laboratório promova as condições emocionais adequadas a resultados fiáveis. A natureza misteriosa do ser escapa à lógica clássica.

PARAPSICOLOGIA E ESPIRITUALIDADE religam experiência concreta com as ocorrências “anómalas” de fenómenos psíquicos e as curas espontâneas – presenciais e à distância. Aptidões extra-sensoriais/espirituais como a intuição e a mediunidade estão a convergir para o esclarecimento das causas ocultas/verdadeiras das doenças.

ESPIRITUALIDADE, deriva etimologicamente de ESPIRITO (sopro vital, força animadora), que RELIGA o indivíduo com a Transcendência (ALMA). ESPIRITUALIDADE é um super atributo que eleva o Homem à experiência cíclica e eterna de nascimento e morte. Matéria e energia são emanações do espírito.
A Parapsicologia Clínica organiza o processo de cura de forma criativa, de dentro para fora (da dimensão espiritual/intuitiva/oculta), do mundo subjectivo dos pensamentos e das emoções, para o mundo concreto/realidade observável.
A Psicologia clínica labora, contrariamente, isto é, de fora para dentro, sintonizada com o mundo observável/finito… apreendido pelos cinco sentidos.

“É bem provável que para lá das percepções dos nossos sentidos se escondam mundos dos quais não temos consciência”, cf. Einstein.

Pesquisar o passado oculto e desconhecido – registado na mente subconsciente – é um acto essencial para determinar uma matriz de cura, pois… as células do corpo humano são “fecundadas” pelas memórias do passado. A cura integral não cede a procedimentos terapêuticos lineares, exige a eliminação da energia difusa das memórias do passado que estimulam a totalidade das células do corpo (burger, 2007).
As capacidades de cura exibidas por terapeutas e investigadores das “zonas de fronteira” estão enraizadas em percepções da Consciência guiadas pela Super Consciência.

A transmutação de um padrão mental desajustado / o descondicionamento da mente subjectiva – é “o segredo” de uma cura duradora. A via espiritual salda carma, conforme o compromisso pessoal com a permutação da visão ego centrada das coisas, da ambição e do apego ao mundo material, por uma visão espiritual / contemplativa, expressão do despertar durável e da linguagem do coração, da clarificação da mente, da espontaneidade, empatia e generosidade.

Espiritualidade vendida em “quiosques”, “bancas”, “templos” é fonte de perturbação psíquica. Espiritualidade é um estado de harmonia e bem-estar (subjectivo) que não cede ao ego, nem tem uma perspectiva fragmentária da pessoa e das coisas. Dá-nos uma visão não finita de pessoa e de mundo e é inconciliável com uma “mente” acostumada a não ter de ceder para ganhar, mas a ganhar sempre.

Segundo, Freud, a causa de todos os nossos problemas é não querermos abrir mão de nada.

A matriz terapêutica da Parapsicologia acciona revivências passadas para erradicar “alucinações” e “mal-estares”, resolver “neuropatias básicas” aferradas na mente subconsciente. A erradicação de uma patologia implica um “mergulho auto- exploratório” nas zonas mais recônditas e afectadas da mente.

Porque…a “manifestação de uma doença” não está dissociada de revelações involuntárias de dimensões retroactivas da vida, correspondentes a períodos de uma experiência “pessoal” anterior ao nascimento, ou à fase intra-uterina.

Compreender as tensões emocionais, psicológicas e emocionais que afectam o físico, é um trabalho essencial para analisar as causas do bloqueio energético que gera a doença. A questão não pode ser simples nem óbvia, porquanto as pessoas são emocionalmente complicadas e, as suas estórias pessoais e padrões mentais, demasiado ensarilhados.

No princípio da década de 60 do séc. passado, apenas 2 estudos psicológicos utilizavam o termo INTUIÇÃO (Stein, 1985).

Hoje, estamos mais preparados para explorar o tema, mais abertos para investigar o nosso mundo interior (oculto e misterioso), mais informados e disponíveis para adoptar linhas de pensamento em contraponto aos padrões defendidos pela corrente behavorista da Psicologia. A maior dificuldade na abordagem à INTUIÇÃO é a inexistência de um léxico ajustado que facilite provas convincentes. É muito difícil colocar em palavras uma experiência intuitiva.

“Os fenómenos paranormais podem levar-nos a repensar algumas das leis mais bem aceites da ciência”
(Fontana, 2002, in The Scole Experiment).

A intuição interactua com sistemas energéticos o que possibilita um diagnóstico (intuitivo) conclusivo, dispensando dissecação física.

No entanto, a explosão tecnológica verificada, desde 1940, está a levar a que, terapias e medicina convencionais, estejam a deixar de ser artes do coração para se tornarem agentes tecnológicos de si mesmas. O reverso revela-se, porém, interessante: novos factos estão a deixar a “autoridade tecnológica” atónita, pois é suficientemente reconhecida a preponderância da energia da Consciência – subjectividade humana – sobre o físico tangível.

Graças à “globalização”, a terapia intuitiva de base holística está a desenvolver-se…também, porque as pessoas estão cansadas da tirania do medicamento e de ausência de coração nas terapêuticas clássicas, dos aspectos desumanizantes da tecnologia.

Mais de metade das práticas vibracionais tem pouca, ou nenhuma, base tecnológica. As competências intuitivas derivam da linguagem do coração / conhecimento inato determinante para o êxito das terapêuticas de abordagem espiritual / transpessoal…da “comunicação” entre dimensões e níveis de realidade que – reitero – os 5 sentidos não captam. Segundo Bergson, A INTUIÇÃO é um dom ilimitado que faz a apreensão imediata e involuntária da realidade… automaticamente e sem filtros. Possuímos competências ocultas que nos permitem contactar (outras) forças que são intuitivamente sentidas em vez de fisicamente experimentadas… pelos 5 sentidos.

A intuição é um sistema coerente que, tal como o intelecto, pode ser desenvolvido através de prática reiterada, com o aprofundamento da confiança na inteligência extra-sensorial da mente não-linear (funções do hemisfério cerebral direito). Criatividade e intuição são activadores da clareza mental e emocional, da transmutação de padrões mentais desajustados. A parapsicologia clínica é o meio fundamental para a resolução progressiva de traumas registados na memória celular do corpo. A competência intuitiva fortalece os vínculos do indivíduo com o Ser, Consciência, Alma, Deus… conceitos diferentes de uma mesma coisa, questões dificilmente compreendidas por uma mente “normativizada”, (Weil, 1999).

A Terapia à Distância é transcomunicação (intuitiva) cujo campo (de “eventos”) se situa em níveis de realidade estranhos às noções de lugar, de tempo e de espaço.

O processo terapêutico da cura à distância, tal como o desempenho, consta de envio de energias adequadas à resolução de um problema, para um indivíduo / partícula energética, indiferentemente de o seu estado ser “defunto” ou vivente.

Para conduzir a Terapia à Distância até ao “alvo” correcto, são necessários elementos identificadores como nome, apelido e data de nascimento e não é obrigatório que, a pessoa a tratar, cumpra qualquer ritual, ou que do facto tenha conhecimento.

O êxito de uma cura começa por depender da diagnose acertada. A participação do médium terapeuta é de invocação de Entidades Superiores, descodificação da informação (simbólica) recebida e agir conforme a vontade do Espírito / Entidades. Ao “médium” cabe-lhe, porém, o mérito de sensibilizar as Entidades que dirigem o processo e de ser-lhes suficientemente permeável.

O desempenho apesar de, inicialmente, poder revelar-se penoso e infrutífero, é sempre gratificante. Pela natureza das energias e patamares de realidade envolvidos, a tarefa acarreta riscos consideráveis, pelo que não está disponível a qualquer um, pois exige disponibilidade pessoal, dedicação, competência e desprendimento do mundo concreto.

A invocação viabiliza uma comunicação “parcimoniosa” e sintoniza as energias do terapeuta com as do paciente.O terapeuta nada mais faz do que doar (transmutando a própria energia), influxos energéticos que recebe de níveis superiores.

A transmutação energética impõe um dispêndio do próprio capital vital em proporções tais que não estão isentas de risco.

Os resultados extraordinários verificados ao longo destes anos de actividade são reveladores da supremacia do mundo subtil, da sabedoria espiritual, sobre o mundo concreto, mas frágil e transitório.

Quanto mais desenvolvidas estiverem as competências sincrónicas, mais aumentam as possibilidades de recorrer a métodos terapêuticos de conexão com planos elevados da Consciência… “morada” das Entidades animadas das melhores intenções para com o género humano.

A intenção benigna das Energias do Espírito actuam directamente sobre os planos mentais do doente por via das poderosas vibrações / frequências de natureza electromagnética.

Intenções e pensamentos deslocam-se a uma velocidade superior à da luz, sem as limitações de espaço e de tempo.

(Einstein, citado em Berger, 1998)

Exercício que, ao terapeuta médium, lhe cabe cumprir com competência, concretamente, porque é um processo energético – criativo / intuitivo que se entrosa num nível sofisticado do pensamento holístico e que encurta as distâncias entre o que é concepção científica e universalidade do espírito.
A intuição não necessita de recursos coadjuvantes, porquanto é manifestação do ESPÍRITO conhecedor da realidade na sua plenitude… sem a mínima possibilidade de erro. A competência intuitiva desenvolve-se com o treino aturado de desapego do ego e do pensamento racional. Toda a informação recolhida intuitivamente indica, com rigor, a presença de eventuais disfunções energéticas e as correspondentes consequências físico-celulares.

Claro que, para uma mente racional a simples ideia de projectar as emoções à frente do corpo físico, é absurda. Contudo, a intuição é um sistema coerente tal como o raciocínio. Deve ser complicado, sobretudo para as mentes mais empedernidas, digerir a ideia de poder haver coisas que se processam em “extensões” subtis da existência. Não “encaixam” a forte probabilidade de que, a seguir – ou paralelamente – a este nível da vida, pode haver outro onde as noções de lugar, de tempo e de espaço, não existem. Quando nascemos, aqui na terra, pode ser que tenhamos morrido, previamente, noutro lugar desconhecido onde tivemos outra experiência, outros laços, outra família ou…onde somos uma mera clonagem. A intuição – a omnisciência divina – está dentro de nós…revela-se através de “insights” e é mais rápido do que um relâmpago que… ou é captado no momento exacto em que se manifesta, ou, então, perde-se irremediavelmente.

Durante os anos importantes das nossas vidas ficamos, frequentemente, obscurecidos por relacionamentos ameaçadores, famílias disfuncionais, escolas conservadoras, empregos repressivos, relações amorosas complicadas.

A mente humana arquiva estas experiências sob a classificação de “AMEAÇA” à segurança psicológica e à autoestima. Esta ameaça acabará por manifestar-se como caracterização de um trauma emocional particular. Por sua vez, este trauma provoca o bloqueio energético e este, por fim, reflecte as “feridas” abertas (experiências traumáticas) por força de ameaças à segurança emocional e medos racionais ou incontroláveis.

A metodologia terapêutica básica da Parapsicologia Clínica – identicamente à terapia criativa transpessoal – descondiciona e reprograma padrões energéticos / mentais desajustados, irradiando ressonância reparadora do distúrbio físico celular. 18 Anos de prática em clínica vibracional corroboram a investigação: a doença tem origem nos domínios ocultos da mente – pensamentos, sentimentos e emoções – mesmo quando provocadas por vírus, bactérias, “herança genética”, acidentes, ou outras causas.

A reorganização de um padrão de pensamento, a auto regulação mental / emocional, ocasionam conversão biológica e celular idêntica.

(Lypton, 2005)

Temos então que, se o factor emocional pode desencadear e agravar uma doença, a cura da disfunção básica não é exclusividade científica, mas resultado da associação a factores emocionais… como sensibilidade e autoconfiança.

São estas “novas” evidências que estão a ajudar especialistas e leigos, por todo o planeta, a melhorar as suas formas de pensar e de conviver, consequentemente, a elevar os seus níveis de consciência… alcançar paz interior, bem-estar, saúde e produtividade.

Após alguns anos de pesquisa titubeantes sobre a resolução de distúrbios associados ao alcoolismo, acabei por, um dia, ser inspirado por um “insight” que transportava a ideia a chave de um processo de cura eficaz na resolução da patologia alcoólatra. Em consequência, comecei a desenvolver “transcomunicação”…comunicação entre energias “localizadas” em planos distintos da realidade. Os distúrbios de alcoolismo têm sucumbido, gradualmente, à Terapêutica “Bilocal”!? O método terapêutico é aplicado, concomitantemente, ao “campo energético” do alcoólico falecido, “alegado” causador da dependência de um familiar descendente… p. exemplo. A terapêutica, complexa, revela-se benigna e eficaz. A experiência corrobora a noção de integração de diferentes níveis de realidade, de campos energéticos diferenciados que, situados na Terra e / ou algures no Cosmos, possibilitam a resolução das causas remotas (transgeracionais!?) da dependência patológica.

A Metapsíquica sugere que quem, após a morte física, se mantém preso às questões terrenas, não aproveitou essa fase da Existência para evoluir no plano espiritual. Estes, os que permanecem numa condição indefinida, propendem, geralmente, para manipular “outros” (“cá e lá”), com absoluta ausência de emoções. O seu único desejo é satisfazer “carências corpóreas” afectivamente artificiais, ainda que isso inflija sofrimento ao próprio e a terceiros.
O fenómeno, que designo por intrusão energética, é conhecido na gíria espírita, como “encosto”. Trata-se de energia espectral, fantasmagórica, a “alma penada” que usa todos os recursos para satisfazer desejos e caprichos pretéritos…a que está preso.

Um defunto é uma partícula de energia que, ao não aceitar a nova circunstância / outro nível de realidade, pode permanecer no limbo, entre um cá e um lá, numa amálgama aflitiva. Eis, as condições que mais podem propiciar sofrimento após “morte”:

1) desconhecimento, ou não aceitação, do “novo” patamar de Existência;
2) dependência “emocional” de pessoas, pensamentos e sentimentos do mundo concreto…que está para trás;
3) o momento da “morte” / transição, ter sido inesperado, súbito e/ou violento… sem preparação. Essa partícula energética, “bloqueada” no limbo impede a evolução criativa da Consciência / resolução de “Carma”, pelo que, é causa de sofrimento.

O “fantasma” rejeita a evolução (da consciência) permanece grudado numa fase acabada da vida.
Não se deu conta da morte física, ficando a vaguear por aí.

(Portela, 2013).

A morte física não tem qualquer influência sobre a mente, pois não é mais do que o fim da experiência na dimensão espaço-tempo.

A mente –consciência– opera para lá das limitações do espaço e do tempo.

Contrariamente ao fantasma, o espírito aceita os desígnios elevados da Consciência, do Espírito supra consciente, o que vocaciona para o Bem. O (E)espírito é uma entidade “residente” no além Terra, com funções ajustadas ao “estatuto”. O espírito é bom, porque segue o Bem, está disponível para ajudar. Não em “espíritos” malévolos, porquanto a malignidade é condição do “fantasma”/“alma penada” indisponível para progredir.

O tema é interessante e infindável, mas quanto mais se descobre, mais se fica a sensação incómoda da imensidão do que fica por esclarecer.
“O Homem é uma alma revestida com um corpo e não um corpo animado por uma alma”

(Harvey Spencer Louis, citado em Portela, 2013).